
Memórias visuais de lá que logo vai ser cá...
Depois de um beijo veio uma fruta. Fruta da época: o Jambo de origem asiática tem o vermelho que veio da Malasia e o cor de rosa que é indiano. Até parece que ele é daqui do lado de cá do planeta de tão bem que ele vai.
Passei o dia sozinha.
Um dia tranquilo, suave e ensolarado.
Fui caminhando até a praia e no meio do caminho me parei de supresa diante um tapete rosa no chão sobre a grama, fiquei paralisada olhando sem entender a beleza, oferenda? Olhei pra cima, percebi que estava embaixo de uma árvore com poucas flores da mesma cor que o tapete, fui dando passos para trás e me supreendi, como pode ser tão lindo?
Voltei ao meu caminho.
Mais tarde voltando por outro caminho trombei outra árvore fazedora de tapetes cor de rosa (e jambo) e não consegui passar batida sem parar de novo e perceber alguns detalhes. Cheguei, sentei e registrei para mais tarde lembrar que existe coisa tão mágica nesse mundo. 2 dias depois me dei conta que o tapete é efêmero e tua beleza de cor dura pouco em um lugar com tanto sol que é a Bahia. A cor rosa quase purpúra agora era vermelho apagado quase terra.
Pois bem, jamais vou poder comprar um tapete de flores de jambo para colocar no meu quarto (que bom), mas quem sabe o ano que vem se tiver sorte e olhos bem despertos...
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